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 O gênero Aloe possui mais de 400 espécies. Dentre elas, a mais cultivada é a babosa, nome científico Aloe vera, que pertencente à família Xanthorrhoeaceae. A denominação ‘aloe’ deriva do grego, alóe, do árabe, alloeh e do hebraico, halal, apresentando o mesmo significado nos três casos, que corresponde à “substância amarga e brilhante”, enquanto vera significa verdadeira. São nativas do norte da África, habitam os desertos e estepes africanas e adotam a forma de cacto. Ela precisa de luz solar direta e de um solo bem drenado. Como a Aloe vera (A. vera) é uma planta originária de regiões desérticas, ela consegue sobreviver bem em habitats hostis, onde poucas espécies vegetais conseguem. Por isso se adaptou bem a diversas outras regiões do mundo, especialmente ao Cerrado brasileiro. A Aloe vera é uma planta perene, cujo tronco com um metro ou um pouco mais sustenta um tipo de bulbo que desabrocha cerca de cinquenta folhas suculentas, carnudas, cerosas, de cor verde, com margem serrada e levemente espinhosa, com o formato de lanças que crescem numa formação de roseta (como pétalas de rosas). Suas folhas podem crescer até 75 cm e a pesar até 2,3 kg. O vegetal cresce durante anos até que suas forças vitais longamente acumuladas explodem no verão, com veemência, numa inflorescência ereta. A haste floral de meio metro sustenta uma espiga densa de flores amarelo alaranjadas pendentes, que produzem frutos ovóides, com cápsula triangular contendo sementes aladas. A parte usada da planta para fins medicamentosos e alimentícios é a folha. O uso da A. vera tem destaque para as propriedades hidratante, antioxidante, anti-inflamatória, cicatrizante e antimicrobiana. A atividade antioxidante está relacionada à presença de betacarotenos, além de outros componentes, como enzimas e compostos fenólicos. Foi observada grande propriedade antioxidante da A. vera com três anos de idade, quando comparadas com plantas de dois e de quatro anos. Muitas substâncias foram identificadas no gel de A. vera, o qual apresenta aproximadamente 99,5% de água. As substâncias incluem uma combinação de polissacarídeos e derivados acetilados de polissacarídeos, glicoproteínas, antraquinonas, flavonoides, taninos, esteroides, aminoácidos, enzimas, saponinas, proteínas, vitaminas, minerais como ferro, potássio, manganês e sódio. A atividade anti-inflamatória do gel de A. vera está relacionada à indução da síntese de prostaglandinas e infiltração de leucócitos. O efeito antimicrobiano sobre bactérias Gram-positivas e Gram-negativas foi evidenciado por diferentes métodos, bem como sobre o fungo Candida albicans. A ação cicatrizante do gel ocorre pela manutenção da umidade da ferida, estímulo da migração celular e proliferação de fibroblastos, maturação mais rápida do colágeno e redução do processo inflamatório. Sobre a atividade hidratante do gel de A. vera, um estudo sobre formulação de cosméticos mostrou que altas concentrações do gel liofilizado aumentou a hidratação do estrato córneo da pele com apenas uma aplicação, indicando que o gel apresenta compostos que melhoram a hidratação da pele, por meio de atividade umectante. Em decorrência das atividades evidenciadas no gel de A. vera, esse produto é incorporado a várias formulações com fins medicinais, e entre elas, cosméticos e nutracêuticos.

Este ativo está presente nos produtos abaixo:

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