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AHA’s (Alfahidroxiácidos)
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Os Alfahidróxiácidos (AHA) são um conjunto de ácidos encontrados principalmente em orgânicos naturais, cana-de-açucar e no leite fermentado. Estruturalmente apresenta um ou mais grupos de hidroxilas associadas ao carbono alfa e moléculas pequenas. Esse grupo é formados pelos Ácidos Glicólico, Lático, Málico, Tartárico e Cítrico que são bastante encontrados nas formulações dermocosméticas. O Ácido Glicérico, Tartrônico, Ascórbico, Gucônico, Mandélico e Benzílico também fazem parte desse blend hidroxiácidos especiais. O extrato córneo é formado aproximadamente por 14 a 30 camadas de células corneócitas, as quais perfazem a barreira seletiva e protetora da pele que impede a entrada de eletrólitos sais e inclusive a entrada dos ingredientes ativos dos dermocométicos devido ao peso molecular de suas partículas. Frente a isso é necessário abrir os canais da pele de forma segura e compatível para evitar a sensibilidade e facilitar a entrada e ação estética dos ingredientes ativos no tecido. De acordo com o Potencial de Hidrogênio os alfahidroxiácidos regulam suas funções de forma eficaz e complementares a outros tratamentos. Utilizado desde 1974 no tratamento tópico de ictiose (Dermatose caracterizada pela formação de massas epidérmicas semelhantes a escamas de peixes.), é frequente sua implementação em cosméticos dermatológicos devido suas ações. Sobre do estrato córneo atua por substituição através do desprendimento das células entre si; ou pelo pH ácido sobre a superfície da pele; ou pela desconexão de ligações químicas responsáveis pela junção das células através dos desmossomos (junção celular constituída por duas partes); ou pelo tempo de contato ou ainda também, pela ação enzimática, ou seja, contra formação dos agentes adesivos das membranas celulares. Todo esse processo, permite penetração e permeação ágil dos AHAs e dos ativos subsequentes sobre as camadas da pele. A capacidade esfoliativa ou descamativa dos AHAs apressa a criação e metabolização de materiais genéticos para formação de novas células de qualidade na camada mais profunda da epiderme, o relevo basal. Outra característica agregada é a adsorção queratinocitária, ou seja rompimento dos filamentos da proteína queratina e poder umectante de reter a água lubrificando as camadas superficiais, o que entrega para a pele flexibilidade, uniformidade do relevo e amplitude elástica para se estirar; além de promover o amadurecimento dos queratinócitos de forma ordenada e uniforme. O mais interessante é que esses benefícios não provem apenas da característica de hidratação dos AHAs mas por um intermédio diferente ainda não identificado pela literatura. Pequenos estímulos prolongados na epiderme geram grandes impactos na derme, dos quais, maior produção de elementos preenchedores do tecido, colágeno e possivelmente até elastina. O Ácido Ascórbico ou vitamina C por exemplo, é um dos AHAs que atua dessa forma no tecido, entre outros com ação queratolítica e rejuvenescedora. Um dos principais marcadores da Acne é a hiper produção de queratinócitos que funcionam como vedadores dos ductos e poros de excreção da pele, neste contexto os AHAs combatem e revertem a continuidade da queratinização por meio da renovação inteligente das camadas superficiais da epiderme além da ação de epidermólise subcorneal, que nada mais é do que a descamação das pústulas devido a atuação no revestimento epitelial do folículo piloso e consequente equilíbrio do quadro. Alguns autores determinam que os AHAS mais eficazes no tratamento da Acne são o Ácido Glicólico, Lático, Mandélico, Benzílico e Málico. De acordo com as evidências científicas, a acne pode melhorar dentro de três a quatro semanas sendo que nas duas primeiras há possibilidade de piora controlada. Outra variação inestética do tecido cutâneo é a xerose ou ictiose, provindas da desidratação desmedida das camadas por dois mecanismos principais, a rapidez excessiva de multiplicação de células queratinócitas que resulta no aumento expressivo da camada córnea devido a liberação de conectores dessas células e não desprendimento para eliminação das mesmas, como também a disfunção na propriedade de retenção de água na pele. Esses fatores podem se dar por distúrbios hereditários, patológicos, agressores ambientais, fotonocivos solares ou até mesmo como marcador natural do tempo.  Os AHAs são especialistas em normalizar o processo de queratinização, diminuir a espessura do estrato córneo e descompactar células que já precisam ser substituídas, reduzindo por consequência a super desidratação da pele.Outra bilhante ação dos AHAs é na pós remoção dermatológica de verrugas, seguida da retirada do epitélio córneo hiperqueratótico no consultório médico, a paciente deve utilizar o Ácido Pirúvico ou Glicólico pontualmente no centro da lesão até evidenciar a dor, branqueamento ou eritem. O mecanismo de ação aplicada a essa alteração é funcional devido a propriedade queratolítica. No melasma, uma hiperpigmentação da pele instalada principalmente devido aos altos níveis de estrogênio, o principal AHA altamente eficiente no clareamento consequente da substituição de células pigmentadas por novas camadas de qualidade replicadas do relevo basal é o Ácido glicólico, que age de forma segura entregando excelentes resultados e mínimas complicações. Muito se sabe que o envelhecimento acontece de forma gradativa e inevitável mas pouco se explora fisiologicamente cada detalhe desse processo. Com o tempo todos órgãos são afetados pelo desgaste cronológico, sobretudo a pele cujo efeito é intensificado pela exposição ao meio e a radiação solar. Os sinais se mostram com atrofia e desigualdade do relevo no tecido, devido a degeneração da epiderme, retrocesso da derme, diminuição de produção e atividade celular, linearização do limite dérmico epidérmico que infere na falta de nutriente e defesa da pele e aspereza ao toque. O fotoenvelhecimento além de gerar hipercromia, telangectasia, sensibilidade, em alguns casos queratose actínica e neoplasia cutânea é marcado pela diferença de polaridade da membrana celular e atipia dos queratinócitos ainda nas camadas mais inferiores da epiderme, que nada mais é que alterações de grande impacto nas células sem uma causa determinada. Assim como na derme há evidências de colágeno desorganizado e perca de rigidez pontual na fibra elástica, exibindo as marcações da mímica facial ou rugas e sulcos, como também redução acentuada de glicosaminoglicanos, proteoglicanas e glicoproteínas que podem ser relembrados como o ácido hialurônico e proteínas seletivas, hidratantes, preenchedoras e sustentadoras do meio entre as células da derme. Outras duas transformações importantes acontecem, a carência de irrigação sanguínea e a inatividade nas fibras elásticas que podem se dar por diversos motivos, por exemplo a glicação, que gera ainda além de rugas, alterações pigmentares de coloração amarelada devido a presença de lipofuscina. Com o fotoenvelhecimento rigoroso a realidade dessas modificações na pele são intensificadas, o que leva a necessidade de amenizar ou reverter esses sinais de forma ágil, completa, segura e eficiente.  Os AHAs entram com papel exclusivo na diminuição da espessura e aspereza da pele, impede o enfraquecimento da epiderme e a degeneração dos núcleos celulares, desperta o fibroblasto a produzir mais colágeno e elastina além de mucopolissacarídeos, um componente preenchedor dos espaços extracelulares. Com muita expertise os AHAs melhoram, suavizam, regularizam e abrilhantam a pele como um todo.

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